O Projeto Arte na rua: Poesia e Muros Sociais é de autoria da escritora Sarah Aranha que já atua desde 2014 e sempre teve a ideia de juntar artes plásticas e poesia.
De acordo com a artista, o poema foi escrito no mês de março e nesse período foi trabalhando as figuras que seriam retratadas no muro. E neste fim de semana, no sábado, 18, os trabalhos de desenho e pintura aconteceram no muro da Escola Antônio Cordeiro Pontes, antigo GM, localizado na rua São José. A arte pode ser visualizada por quem passa pelo local.
A execução do projeto contou com a colaboração do artista plástico Murillo de Magalhães que ajudou com os desenhos e pintura no muro.
O trabalho em questão trata-se de um poema sobre empoderamento feminino e elementos da natureza.
“O empoderamento feminino tem a ver com o fato de entender minha individualidade, me permitir ter sentimentos, mas não ser dependente de alguém. A inspiração veio também das minhas crenças em magia natural. Sou apaixonada pela natureza, elementos e a cura que vive nela”, explicou a escritora.
O poema de Sarah possui quatro versos e cada verso ganhou uma ilustração.
“O poema fala justamente sobre ser feliz e independente. A inspiração desse poema veio principalmente de um relacionamento que acabou e que eu percebi que algo tinha mudado em mim. Eu não mais murchava no fim de um relacionamento, porque mesmo que tudo acabasse, no fim, eu ainda tinha o meu amor próprio. A inspiração do empoderamento é a vida. Nossas experiências, encontros e relações”, finalizou.
A arte na rua: Poesia e Muros Sociais, de Sarah Aranha é objeto do projeto contemplado pela Lei Aldir Blanc, Edital N° 007/2020 -Secul – Sandro Corrêa, do Governo do Estado do Amapá/ Secult, patrocinados pelo Governo Federal, através da Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo e coordenado pela Coringa Produções.
Poema
Quando tu chegou
Acordou algo profundo em mim – Água
Mas estavas de passagem
E foi embora como se eu fosse uma brisa – Ar
Então quando tu vens
Incendeio porque te amo – Fogo
Mas hoje porque me amo
Eu não murcho mais quando tu vais – Terra







